<i>Zon</i> « a lá card»
A Zon decidiu unilateralmente alterar o método de pagamento do subsídio de alimentação já a partir de Maio, passando este a ser processado por via de um cartão e sem que haja opção de escolha por parte dos trabalhadores. A célula das telecomunicações do PCP de Lisboa denuncia em comunicado que esta medida serve não os trabalhadores mas um dos maiores accionistas da Zon – o Banco Espírito Santo.
Os comunistas lembram, nesse comunicado, que a Zon tem um universo de 1077 trabalhadores, sendo a contratação feita de forma individual e não havendo, dentro de cada área da empresa, uma distribuição remuneratória «uniforme, justa e adequada às funções que cada um exerce». Face aos salários baixos, o subsídio de alimentação é uma componente importante da remuneração que não pode ser posto em causa. A empresa revelou que o novo modelo de pagamento trará «benefícios fiscais» e que o dinheiro colocado no cartão poderá ser gasto em «todos os estabelecimentos do sector alimentar», mas o PCP considera que assim os trabalhadores ficarão «reféns de uma parcela do seu ordenado».